domingo, 6 de dezembro de 2009

Man Transformation Program Notes (David De Angelo) 3


Quando você faz o seu melhor e não dá certo, não há vergonha. Você está aprendendo e tem que se orgulhar de ter feito o seu melhor.


Criar segurança e estar a salvo em sua vida – nas dimensões físicas, emocional, espiritual


Exemplos pessoais
Corporal – meditação para relaxar
Emocional – amigos, muitos amigos, e meditação, PNL, hipnose
Espiritual – oração e leitura e meditação bíblica


Eu me perdôo por...


Estrutura superficial x profunda da PNL.
Filtramos, distorcemos e generalizamos tudo o que percebemos da realidade.
Mentira é uma consciente distorção da perspectiva ou percepção atual
O homem é uma máquina (Gurdjieff e Oppenheim) – mestres sufis atuais – A psicologia da possibilidade de evolução do homem.
“Pretender” ou fingir saber de tudo com certeza é mentira.


Mentir: Ficar fixado a uma única perspectiva, a sua, de perceber a realidade. Todas as perspectivas de se conhecer a realidade são parciais. Não existe uma completa. Discutir é uma batalha de perspectivas parciais. Não acredite em algo tanto assim. Nem em suas próprias crenças e percepções da realidade, não se apegue a elas, isso é mentir a si mesmo.


Num certo sentido, honestidade é relatar a própria perspectiva. Mas encarar perceber algo novo na realidade que você percebe e que contraria as próprias crenças e padrões de percepções, a própria perspectiva, é honestidade.


Se evita encarar algo que está percebendo na realidade, porque contraria a sua própria perspectiva, está mentindo. Enfrente como homem a realidade.
Encare aquilo que não quer ver. Fale com os elefantes no sala, quando algo estranho e desconfortável acontece, e você encara e fala, você fica poderoso.


Quando recebe um feedback, “hey, você está agindo estranho”, ele agradece o feedback e aprende com isso.


Não pretenda ou fique se arrogando saber tudo. Assuma ter medo, não saber... Não finja que sabe muito, escondendo o que realmente é, sua perspectiva parcial.
Admita ter medo, as próprias inseguranças.

O desafio de um novo estilo de vida - Dia 3


Stylelife Challenge: 3º dia

Hoje é dia do mengão detonar o Grêmio e virar hexa, contra tudo e todos.... daqui a pouco... mas antes vou postar a missão do 3º dia do Stylelife, que levei dias para concluir. UFA!




A missão: ligar para números de telefone a esmo e conseguir 3 sugestões de filmes de cinema. 

Parecia uma missão difícil num domingo de tarde antes do jogo do flamengo. Peguei a agenda e mãos à obra. Números que não atendiam, e quando atendiam, pessoas que desligavam na cara ou não sabiam que filme indicar. Enfim, uma atendente de farmácia, uma senhora simpática da zona sul e um cara me deram sugestões: as duas indicaram Lua Nova Crepúsculo, e ele, Julie e June.




Percebi que tenho que melhorar a voz, pois falo rápido para não ser interrompido, ainda mais numa situação como essa de telefone, em que a pessoa desconhecida do outro lado pode bater com o telefone em minha cara a qualquer tempo. Deu certo eu fazer um timbre de voz baixo ao invés do tenor que uso. Sou barítono e posso falar em tom mais grave e gutural, saindo do umbigo, projetando a voz.

As dicas do Style no 3º dia sobre voz são ótimas, fiz os exercícios e quero refazer.




Outra dica que pensei é falar oração a oração, respirando a cada fim de oração (uma oração é uma frase com verbo de ação). Um verbo, uma respiração. Lembrarei disso.
Vou refazer os excelentes exercícios de voz.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Poema em linha reta


Aprendi há anos atrás que a primeira coisa a se fazer na arte da conquista era, após dar uma baixada na bola da guria (neg), demonstrar alto valor aos olhos dela. Isso ocorreria através de um estilo de vestir adequado, um bom papo com muitos assuntos divertidos, histórias interessantes e aventureiras, além de outros truques e habilidades que divirtam a garota: leitura fria, quiromancia, testes, etc. 


Depois de ela morder a isca, era hora de qualificá-la, fazendo com que ela demonstrasse o seu valor para mim, de forma a que eu pudesse mostrar um interesse que ela fizesse por merecer. Perfeito, não?


Acho que, em linhas gerais, é isso o que ocorre mesmo. Mas tem um pequeno grande detalhe nessa história. QUem tem alto valor não precisa demonstrar, ou o faz indiretamente. Juggler ensina que a desqualificação é uma excelente forma de demonstrar valor, simplesmente não dando a mínima para a qualificação dela. Como eu li hoje num post do Xuma:


" Muita gente gasta muito tempo e energia se preocupando com o que os outros pensam deles - o que é realmente a combinação de loucura do ego e baixa auto-estima ".

Muito, muito verdadeiro. Surpreendente que isso soa egoísta e inseguro ao mesmo tempo.

Se você tiver com essa mentalidade quando você está conversando com uma mulher, você não só irá colocar a conversa a perder com seu nervosismo, mas vai atrapalhar suas interações futuras, praticando a arte de bagunçar a própria cabeça.

O melhor estado para interagir com as mulheres é estar livre de preocupações, relaxado, e estar pouco se lixando para seu julgamento e avaliação.

Lembre-se: Nenhuma mulher pode julgá-lo! Elas não estão qualificadas para fazer este trabalho. Só VOCÊ está."

Segue um exemplo de desqualificação poética em alto estilo, por um poeta que aprecio... Pessoa, ou Álvaro de Campos. Um cara de alto valor não precisa ser perfeito. Precisa se orgulhar de ser homem, imperfeito, safado, canalha, cheio de defeitos, e ainda assim cheio de auto-estima e auto-confiança. E foda-se o que os outros pensam sobre você. Só o que você pensa de si mesmo importa.



Poema em linha reta 
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética
", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 418.

Como lidar com as mulheres

Retirado do livro "como lidar com as mulheres" do  impagável Nessan Alita .

Como sobreviver no difícil jogo das forças magnéticas da sedução



1. Não se aposse. Tire de sua cabeça a idéia de que ela é sua,
principalmente se ela disser que é fiel, que você é o melhor cara
que ela conheceu, o único etc.


2. Procure sempre vê-la como uma prostituta maravilhosa que não
se assume por medo da repressão social mas que necessita de um
grande amigo que compreenda porque ela sai com todo mundo.


3. Não caia na tentação de vê-la como ente celeste. Jamais acredite
em sua fidelidade ou que não paquere ninguém além de você.


4. Seja indiferente aos seus jogos de atitudes contrárias e
incoerentes.


5. Beije-a sempre ardorosamente, com muito sentimento.


6. Tire de sua cabeça a preocupação com a fidelidade. Se ela quiser
dar para outro, ninguém a vai segurar.


7. Não a irrite e nem a sufoque com manifestações contínuas de
amor.


8. Não seja um bebê chorão dependente gritando pela mãe.


9. Quando ela furar nos encontros, aceite as desculpas mentirosas e
furadas que receber no dia seguinte e faça de conta que
acreditou, ignorando.


10. Nunca se iluda acreditando que descobrirá o que ela sente por
meio de perguntas ou conversas diretas sobre isso.


11. Seja indiferente aos jogos de aproximar e afastar que elas fazem
para nos deixar loucos. Isso a deixará confusa.


12. Seja homem e esteja sempre preparado para o inesperado: ser
trocado por outro macho, ser definitivamente ou
temporariamente abandonado, ser frustrado nos encontros etc.


13. Não se apegue. Ame-a desinteressadamente, ainda que à
distância.


14. Nunca se esqueça de que a histórica repressão cruel da cultura
machista as obrigou a misturar verdades com mentiras em tudo o
que falam. Nunca acredite e nem desacredite no que dizem:
limite suas conclusões ao que vê.


15. Escreva-lhe frases de amor de vez em quando mas não sempre.


16. Conquiste sua independência emocional total.


17. Quando for comparado a algum outro macho, recorde-se dos
pontos em que você é superior ao cara e esqueça a questão.


18. Adote conscientemente um comportamento que a agrade mas não
se condicione.


19. Não se guie por generalizações sobre o sexo feminino mas pela
singularidade da mulher específica que você quer encantar.


20. Derreta-se em declarações de amor cheias de sentimento porém
raras e falsas.


21. Simule ter as mesmas idéias e concepções que as dela.


22. Maldiga o que ela detesta.


23. Elogie o que ela ama.


24. Seja firme e amável ao mesmo tempo.


25. Solicite sua presença por via indireta.


26. Solicite demonstrações de amor indiretamente.


27. Solicite delicadeza o mais indiretamente possível.


28. Não ligue quando ela não cumprir os compromissos de encontros
e telefonemas.


29. Não acredite quando ela se comprometer a telefonar ou vê-lo.


30. Mate a paixão dentro de si.


31. Esteja disposto a perdê-la a qualquer momento.


32. Não a veja como única.


33. Não tente impressioná-la com seus talentos.


34. Não exiba gratuitamente seus talentos mas deixe-a percebê-los
aos poucos .


35. Não fique atrás dela o tempo todo.


36. Não pense se ela sai com outro ou não.


37. Nunca seja grosseiro ou mal educado.


38. Não se aposse.


39. Não a sinta como se fosse sua.


40. Utilize as indefinições como definições.


41. Defina o teor da relação apenas com base no que demonstra o
comportamento e as atitudes.


42. Não entre de cabeça na relação, NUNCA!


43. Não se fascine por sorrisos, olhares e palavras apaixonadas mas
comporte-se como se estivesse um pouco fascinado, apenas um
pouco.


44. Tenha os anelos dela como pauta central e constante nos
diálogos.


45. Não fique atrás dela e nem se deixe ser atraído. Seja atraente
para que ela fique atrás de você.


46. Para atrair, combine em doses homeopáticas seriedade,
desinteresse, lealdade, altruísmo, sinceridade, cuidados com a
aparência, eloquência, determinação, independência econômica,
independência material (pelo menos uma casa e um carro), uma
imagem de homem assediado que não se jacta disso (pode ser
falsa, basta dizer para uma amiga bem fofoqueira que há várias
mulheres lindas atrás de você e pedir-lhe para não contar a
ninguém que ela se encarrega do resto), virilidade,
masculinidade intensa, sensibilidade, gentileza, ponderação e
inteligência.


47. Detecte as contradições no comportamento dela.


48. Desenvolva o poder de se apaixonar intensamente por todas as
mulheres que se parecerem ao seu modelo ideal e não apenas por
uma única mulher.


49. Não espere bom senso ou compreensão.


50. Resista ao magnetismo feminino negativo.


51. Não discuta.


52. Não cultive o conflito.


53. Observe-a "de fora" (sem identificação) tentando captar seus
sentimentos.


54. Seja silencioso, escute-a.


55. Seja distante para dar asas ao mistério.


56. Não deixe transparecer o que se passa em seu interior.


57. Adestre-a gradativamente, recompensando-a por bom
comportamento.


58. Deixe-a conduzir o rumo das conversas.


59. Estimule-a a falar sobre o que mais gostar.


60. Concorde sempre, exceto quando ela quiser ser contradita.


61. Exalte sua imaginação.


62. Encarne os princípios do amor superior.


63. Não vacile em suas posições.


64. Trate-a como uma menina.


65. Jogue com o binário, a alternância de opostos.


66. Devolva-lhe as responsabilidades pelos seus atos, joguinhos
bobos etc.


67. Não fale em tom apelativo.


68. Cumpra pequenos rituais românticos.


69. Seja um espelho sem lhe dar muita abertura.


70. Faça-a rir.


71. Aponte suas virtudes sempre que se manifestarem.


72. Alterne severidade com doçura.


73. Alterne silêncio com falas breves que a estimulem e acalmem.


74. Beije-a subitamente na boca.


75. Diga-lhe de vez em quando que a ama (mas não sempre).


76. Não se deixe possuir por sentimento de inferioridade com
relação a outros homens.


77. Concorde com sua tendências comportamentais errôneas e
estimule-as, empurrando-a na direção das mesmas.

Por exemplo:
quando ela quiser sair com um decote exagerado, diga que o
decote ainda está fechado e que deveria abrir mais; quando ela
usar uma saia muito curta, diga que está comprida e que deveria
ser mais curta. Vá com ela até o limite extremo para descobrir
que tipo de mulher você realmente tem ao lado. Se ela se
recusar e voltar atrás, é uma boa mulher. Se não o fizer, use-a
sexualmente e a ofereça a seus amigos, por um bom preço, é
claro, antes de descartá-la. 


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Memorias de Casanova



 
Terminei de ler uma biografia sobre Casanova. Não ainda as Memórias de dez volumes, como está fazendo o Milord, embora seja meu novo projeto literário, também. Casanova era e é, cada vez mais, minha inspiração em vida. Por que? Porque ele viveu apaixonadamente a vida até o fim, sem se envergonhar, independente de não ter nascido nobre numa época em que só se valorizaravam os aristocratas. Ainda assim, ele frequentou a corte de reis, seduziu amantes de príncipes, cortesãs e princesas, comeu e se regalou como um nobre, teve vasta cultura, viajou o mundo europeu conhecido, se reinventando a cada instante.


Além das habilidades, da vida incrível, de seu oportunismo, persistência, genialidade, cultura, talento, empreendedorismo, também vi sua derrocada, que veio com a idade e a frustração por ter perdido a fortuna e não ter podido aproveitar a própria fama em vida.

Fantástico ele ter conhecido reis e princesas, papas, bispos. Foi assíduo na corte francesa em plena Belle Epoque, milionário dono de lotérica em pleno Ancient Regime, tendo coloquiado com Voltaire, Rousseau, Madame Pompadour. Era um diletante, um internacionalista. Estudante de Cabala, manipulador de senhoras milionárias, soube extorquir e ludibriar, quando preciso.   

Tinha uma enorme habilidade não apenas de seduzir, mas de fazer amigos por onde passava. Tornou-se, rapidamente, amigos dos artistas do teatro, dos boêmios, dos soldados e policiais que tentavam prendê-lo, de príncipes, abades, imperadores, duques, cortesãs. Tirava proveito de todos. Mas nunca se recusava a ajudar um amigo em apuros, ou uma dama em dificuldades. Ao mesmo tempo que era um grande aproveitador, também era generoso e cavalheiro.


E também me marcou Casanova ter tido retumbantes fracassos em conquistas, e não apenas sucessos. Prova que mesmo um Casanova não é infalível, embora fosse corajoso, ousado, persistente e oportunista sempre.

Seguem alguns textos sobre este homem fascinante de vida mais ainda.
A turbulenta vida de Casanova.
por Alfredo de Musset.

Nunca ficaram, por acaso, atrás de uma vidraça, espiando num dia de chuva os cavalos de um carro, parados durante horas a fio, na porta de alguma casa, resignados e pacientes? Só o chicote do dono, pode pô-lo em movimento.De cabeça baixa, tristemente maltratados pelas gotas que caem, dá até tristeza olhar. Pensar que um animal tão nobre se resigna a este estado. E se os, compararmos, com os cavalos de corrida, tão orgulhosos, olhos vivos, patas flexíveis e ligeiras? O que deduzimos ao ver-mos os dois? Ambos são animais da mesma espécie? Sim, porém de sangue diferente, apesar dos músculos e da estrutura serem semelhantes.
Um pertence às gerações sofredoras e que gemem em silêncio, amarrados a uma mesma pedra, que há-de ser o seu túmulo. O outro assemelha-se mais ao aventureiro de capa e espada, que entrega a sua vida ao destino, ao acaso, como uma pena ao vento. Qual dos dois, tem melhor noção da vida? E porquê?
Cada um pode servir de tipo, a uma classe enorme de indivíduos da espécie humana. O primeiro representa os indivíduos tímidos, medrosos, e sempre agarrados às pedras, no mar da existência. O segundo, os que agitam os braços com audácia, e se lançam às ondas. É claro, que nem para todos, os ventos são favoráveis.
Da primeira classe, saem os pequenos comerciantes, os empregados, os clérigos,as donas de casa, os poetas medíocres; da outra, os guerreiros, os aventureiros, os grandes artistas, os homens do mundo.
Jacques Casanova, nasceu em Veneza no século XVIII, chegou a ser o homem mais célebre daquele século. O dr. Gall, encontrou no seu crânio características que distinguem os cérebros dos imperadores. A actividade, o vigor,a intrepidez, o arrojo são os seus elementos. Não só ele jamais hesitou, como jamais pensou que pudesse hesitar. Infelizmente nasceu numa baixa esfera social e dali, lutando contra as circunstâncias, foi subindo. De oficial passou a seminarista, a violinista e assim tudo que lhe aconselhava a sua irrequieta imaginação. Foi mais do que tudo, o primeiro e o maior dos grandes aventureiros.
  Para conhecê-lo bem, vamos analisar o seu livro, que é o mesmo que analisar a sua vida. Nele escasseia a razão, a religião e a consciência muito mais. Solucionava os factos com delicadeza, tratava as mulheres apaixonadamente. No jogo era extremamente feliz. Passeou pelo mundo todos os seus caprichos e as suas loucuras, mas voltando sempre a Veneza. Esteve nos jardins do papa, como religioso; remou para as marquesas, bateu-se pelas bailarinas; era um mosqueteiro terrível; quando gran-senhor, era generoso e correcto.
Aqueles que admiram Benevenuto Cellini, devem admirar Casanova. Entre os dois há uma grande semelhança, ambos foram uns mentirosos empedernidos, com esta diferença: Cellini mentia as três quartas partes do seu tempo e Casanova mentia até para si mesmo.
Muitos, quando se fala de Casanova, levantam os ombros ligeiramente: — Bah! um homem que não vale nada. — No entanto, é um erro fundamental.

Isto é verdade: não aconselharia às pessoas, que gostam do sentimentalismo alemão, que abrissem o seu livro: porque ele é um homem do Meio-dia. O amor é uma planta que o sol amadurece de acordo com os diferentes países e segundo a obliquidade dos seus raios, e dá ao coração do nosso aventureiro um estranho carácter.
Seus arrancos amorosos, são impulsivos e fogosos. Que diria o bom Werther, das curiosas declarações de Casanova? Que opinião teria ele de uma paixão desordenada; sem gosto e sem política? Sim, também sem timidez. Mais que uma paixão italiana, pareceria um ódio espanhol.
«…porque eu amo-te - disse Casanova, a uma Henriqueta — de tal forma, que se prometes ser minha, fico aqui. Ou por outra, ficamos aqui, porque se fugires, considerar-me-ei o homem mais desgraçado, só em pensar que poderás ter um outro amante, um marido, ou mesmo, que te vais encontrar com a tua família… Esqueçamos! é uma palavra fácil de pronunciar; Escuta formosa Henriqueta, se o esquecimento é possível para um francês, para um italiano como eu é impossível…
Enfim, minha senhora, apenas espero que me respondas sim ou não. Se devo ficar ou se devo partir. Se os teus lábios dizem que sim, ficarei aqui até enquanto me ordenares. Se é não, o que os teus lábios perversos vão pronunciar, apesar de não acreditar nisto, porque eles só foram feitos para os beijos, amanhã mesmo partirei para Nápoles, sem poder nunca esquecer a paixão que me inspirastes…»
Assim como era para o amor, era apaixonado nos seus ódios. Os seus duelos terminavam sempre ou por ferimentos graves ou com a morte do adversário. Porém o mais interessante, é que depois do primeiro momento, passada a sua fúria, compadecia-se do ferido. Por causa dum desses duelos, foi parar à prisão de Plombs, em Veneza.
Quase um volume inteiro, da sua obra, é consagrado para narrar a fuga deste homem extraordinário da famosa prisão de Plombs, e todo ele é interessantíssimo. Não é possível dar-se uma ideia do assunto neste pequeno resumo. Mesmo em Paris, amava à moda veneziana. Assim também quanto às suas vinganças. Tudo isto, nos seus livros, formam capítulos interessantes e encantadores.
São muitas as edições das memórias de Casanova, que já foram feitas. Alguns que se encarregam de recopiá-las, suprimiram partes da sua vida, que não consideraram apropriadas para o público. Contudo eu acho que todas elas são legíveis e dignas de serem conhecidas. São admiravelmente sinceras e revelam urna vida extraordinária, jamais até hoje igualada. Para isso, seria preciso que nascesse outro Casanova.

 Testemunho do Wikipedia...

Giacomo Girolamo Casanova (Veneza, 2 de abril de 1725 - Dux, Boémia, 4 de junho de 1798) foi um escritor e aventureiro italiano.


Giacomo Casanova

Interrompeu as duas carreiras profissionais que iniciou - a militar e a eclesiástica - e levou uma vida acidentada.

A cidade onde Casanova nasceu em 2 de Abril de 1725, proporcionou aos turistas um acervo de centenas de peças vindas de museus dos quatro cantos da Europa, do Louvre ao Ermitage de São Petersburgo, de Dresden a Varsóvia, de Estugarda a Aix-en-Provence, de Viena a Amesterdão.

Filho de uma actrizinha de 17 anos de idade e provavelmente do nobre Michele Grimani, proprietário do Teatro de San Samuele onde a sua mãe passou a actuar, Casanova teve uma vida apaixonante, tendo sido inicialmente orientado na sua educação para a vida eclesiástica.

Uma aura mágica envolve toda a sua vida de debochado, libertino, coleccionador de mulheres, escroque e conquistador empedernido que percorria os bordéis de Londres todas as noites para ter relações com mais de 60 meretrizes, aquele homem que conseguiu fugir das masmorras do Palácio Ducal de Veneza, com uma fuga rocambolesca pelos telhados do palácio, depois de estar prisioneiro durante 16 meses.

Tinha sido preso na madrugada de 26 de Julho de 1755, sob a acusação de levar uma vida dissoluta, de possuir livros proibidos e de fazer propaganda anti-religiosa. Esperavam-no cinco anos de cativeiro. Na sua primeira cela minúscula, Casanova nem se conseguia erguer.

Cedo adoece, mas mesmo assim planeia uma fuga e cava um túnel, descobrindo desesperado que os seus planos estão condenados ao fracasso quando o mudam de cela em 25 de Agosto.

Mas com um companheiro da prisão, o abade Balbi, planeia meticulosamente nova fuga. Na madrugada do dia 1 de Novembro de 1756, escapa-se por um buraco que conseguiu escavar no tecto da cela e trepa para os telhados do Palácio Ducal de onde não consegue descer.

Esgotado pela procura de uma escada ou de cordas que lhe permitirão sair do telhados que percorre durante toda a noite, Casanova adormece por um par de horas nas águas-furtadas, uma espécie de forro interior dos telhados do Palácio, mas os sinos da Basílica de São Marcos acordam-no providencialmente e forçam-no a procurar novamente uma outra saída.

Acaba por penetrar novamente na Sala Quadrada do Palácio Ducal servida pela Escada dos Gigantes, decorada pelo famoso arquitecto Sansovino no século XVI. Um guarda vê os dois fugitivos e, pensando que são magistrados de Veneza que ficaram até altas horas da madrugada a trabalhar nos processos judiciais, abre-lhes a porta e deixa--os sair pela Porta da Carta, a entrada habitualmente usada para o ingresso no Palácio dos Doges.

Casanova atravessa a Piazetta numa corrida desesperada ao longo das colunas do Palácio Ducal e atira-se para dentro de uma gôndola, escondendo-se da curiosidade dos transeuntes sob a antiga protecção que muitas destas embarcações possuíam outrora, uma cabina chamada "felze" que foi proibida mais tarde, devido aos encontros amorosos que o esconderijo facilitava.

O aventureiro atravessa a fronteira, parte para Munique e só regressa a Veneza vinte anos mais tarde, em 1785, vindo de Trieste e com a incumbência de escrever regularmente relatórios secretos para a Inquisição de Veneza sobre as pessoas que ele frequenta nas suas longas noites de jogo e de dissolução.

Cruel ironia do destino que ele aceita, existindo cerca de 50 relatórios onde ele acusa nobres e banqueiros de adultério e deboche, da posse de livros cabalísticos e proibidos, de conjura contra o Estado ou de vigarices, crimes que não lhe repugnava cometer!

Em 1772, é recebido novamente no palácio dos Grimani, uma família patrícia de Veneza com a qual pensa estar aparentado, mas por causa das dívidas do jogo envolve-se num confronto com um dos aristocrata de onde sai humilhado, com toda a gente a troçar da sua situação.

Vinga-se ao escrever uma brochura intitulada "Nem Amor Nem Mulheres ou o Limpador dos Estábulos", que todos reconhecem como um retrato do nobre Grimani. Os Inquisidores ameaçam-no e ele é forçado a abandonar Veneza onde nunca mais regressou. A sociedade aristocrática e absolutista do Antigo Regime não podia permitir as ousadias da vingança de um plebeu contra um nobre.

Viaja novamente até Paris e, mergulhando nos salões eruditos e nas bibliotecas, transforma-se num Enciclopedista à maneira de Voltaire, Diderot, D' Alembert e do Barão d' Holbach.
Irrequieto e agitado por uma inquietação que nunca o abandonou em 73 anos de vida, este sedutor em movimento perpétuo passa grande parte da sua vida em viagens por Avinhão, Marselha, Florença, Roma, Praga, São Petersburgo, Istambul e Viena.

Viajou por toda a Europa e conheceu todos as personagens relevantes da sua época. Personagem, por sua vez, característico do Iluminismo do século XVIII, epicúrio e racionalista, é recordado sobretudo pelas suas inumeráveis histórias galantes. Já idoso, em 1788, foi nomeado bibliotecário do conde de Waldstein-Wartenberg.

Dedicou os seus últimos anos à escrita de um romance, Isocameron, e, especialmente, à redacção das suas memórias, História da minha vida, volumosas e escritas em francês, que constituem um fascinante testemunho da época. Desde a sua primeira publicação, em 1822-25, fizeram-se múltiplas edições novas retocadas. O original integral não foi publicado até 1960. Nos 28 volumes que compõem suas memórias, Giacomo Casanova diz ter dormido com (122) mulheres ao longo da vida.



A arte do amor e da guerra


Algumas máximas de Sun Tzu que podem ser usadas no "jogo".
  • "Trate seus homens como seus filhos, e eles o seguirão aos vales mais escuros.Trate-os como filhos queridos, e eles o defenderão com o próprio corpo até a morte." 
Esse é o princípio de "agir como se" em ação. A melhor forma de criar um novo amigo é agir como se ele fosse meu melhor amigo. Se quero que ele me trate com a lealdade de um irmão, devo agir como se ele fosse meu irmão. Se eu agir com um estranho (ou desconhecida) como um estranho, ela agirá comigo como uma estranha. Se eu agir com ela de forma familiar e natural, ela tenderá a agir da mesma forma. 
  • "(...) um comandante militar deve atacar onde o inimigo está desprevenido e deve utilizar caminhos que, para o inimigo, são inesperados..." - Princípio da Surpresa.
  • "Atacai-o onde não estiver preparado. Executai as vossas investidas somente quando não vos esperar." 
  Ela não espera que eu aborde. Eu ajo diretamente, demonstrando ousadia. "A sorte e o amor favorecem os audaciosos" (Ovidio). Ela está sendo cantada por todos, é a maior gata, e espera que eu dê mole para ela: eu ajo de forma indireta e coquete, sem demonstrar interesse. Ousadia, audácia, coragem, imprevisibilidade e astúcia são as armas indicadas para uma vitória fulminante.


  • "A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante." 
 A  iniciativa cabe ao homem. A janela da oportunidade se abre em segundos e pode se fechar tão rapidamente quanto. Entre pela janela quando ela se abrir, esteja atento ao tempo e ao modo. Se você sente um desejo irresistível de abordar, faça-o já, antes que um outro o faça ou que o momento único da oportunidade se dissipe. A amargura de perder uma oportunidade é muito mais dolorosa e terrível que a mais alta ansiedade por abordar.
  • "(...) se não é vantajoso, nunca envie suas tropas; se não lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se não é uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada..." 
A única situação em que não vale a pena lutar e investir é quando seu desejo não é forte o suficiente. Siga a bússola do seu desejo, e vá até o fim para conquistar o que quer. Seu desejo é só o que importa. "Drop the fucking ego", nos lembra o Gun. Não pegue mulheres para se afirmar, pelos seus amigos, ou por qualquer outro motivo que não seja Tesão.



Persista até o fim, seguindo o seu desejo, a não ser que ela dê claro sinal, explícito, que ela não está interessada. Então pode se bater em retirada. Fora isso, avance até o fim.
  • "(...) qualquer operação militar tem na dissimulação sua qualidade básica..." 
Qual a ética no jogo? A do desejo. Não seguir meu desejo é o único pecado mortal. Todos os demais são perdoáveis em nome dessa regra. Mesmo o deus Júpiter se disfarçava e se transformava em animais, homens e outros seres para melhor seduzir seus alvos. Dizem que os deuses perdoam as mentiras feitas em nome do amor. O reverso da moeda é ser honesto em relação ao próprio desejo, aos próprios valores e princípios. Tudo o mais é flexível.


  • "A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota." 
 Planejar sem agir é inútil. Agir sem pensar é tolice. Tenha uma estratégia, ainda que ela se forme nos segundos antes de abordar, enquanto se dirige a ela. Quanto mais fizer isso (abordando nos 3 segundos após vê-la), mais rapidamente será capaz de pensar em uma estratégia de abordagem como um relâmpago, usando ganchos, aberturas situacionais ou outras.
  • "Quando capaz, finja ser incapaz; quando pronto, finja despreparado; quando próximo, finja estar longe; quando longe, façam acreditar que está próximo." 
A essência do coquete, do "puxa e larga". Aquela música do Caetano Veloso, "O quereres", é eloquente sobre isso:
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

  •  "Mantenha-os sob tensão e canse-os." 
Essa é a essência da persistência. Persista sempre, até ela te mandar embora ou se entregar à você. Não desista, não se renda. Faça ela dizer: foda-se! ou foda-me!
  • "Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, alí, ataque com a sua maior força." - Princípio do Emprego Correto da Força.
Diminua o valor dela ao abordar. Ignore seus encantos, como Ulisses fez com as sereias na Odisséia. O "neg" do jogo indireto pode servir aqui para baixar a bola dela, ou mesmo para diminuir sua ansiedade por abordar, olhando-a como um ser imperfeito, e não a idealizando como uma sereia. Se tirar a arma mais letal dela, a beleza, você poderá usar as suas próprias armas.

Este é o ponto principal: use as suas melhores armas. Compense as fraquezas realçando suas forças. Demonstre alto valor em tudo o que é e faz, mas não leve tão a sério a aprovação dela. Você está bem em sua pele e nos seus sapatos, e não está nem aí para o que os outros pensam.  Tenha consciência do próprio valor, e não construa seu valor sobre as conquistas de mulheres, mas em função de suas qualidades, valores, virtudes e conquistas em outros domínios. Não dê poder a ela. Não dependa dela em nada.


Dito isto, seja excelente. Use sua oratória se fala bem, suas melhores roupas, perfumes, estilo. Se é esportista, conte histórias sobre suas vitórias, se tem aventuras, realce com emoção suas histórias. Se sabe dançar, faça-o bem, se cantar, cante com graça.Fortaleça suas forças, neutralize suas fraquezas. Seja rei em seu próprio território, jogue o jogo nos seus termos, e a guerra com suas armas.

Traga a conversa para tópicos que domine e que divirtam você. Encontre afinidades entre seus talentos, paixões e pontos fortes e aquilo que ela gosta e é. Lembre-se que semelhante atrai semelhante.


Fale daquilo que gosta e sabe, evidencie seus talentos, embora sutilmente, não como forma de aprovação, mas como de exibição daquilo que tem orgulho de ser. 

  • "Se você descobrir o ponto fraco do oponente, você tem que afetá-lo com rapidez. Capture, inicialmente, aquilo que for muito valioso para o inimigo. Não deixe que seja revelado a hora do seu ataque." - Princípio das Vunerabilidades.

Descubra qual é o seu ponto fraco, carência, vulnerabilidade, e invista aí. Assuma a forma do sonho que ela tem, seja o objeto de desejo que ela quer. E faça-o assim que se apresenta a brecha, sem esperar. Ela não pode sentir que há premeditação no seu ataque.


  • "A vitória é o principal objetivo na guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e a moral baixa."
Você não está obcecado pelos resultados dessa interação em particular, mas quer ser o melhor no jogo como um todo. Perder uma batalha hoje e aprender com ela te faz mais forte para outras batalhas, para ganhar o jogo ao final.



Por outro lado, se após suas investidas e avanços ela recua demais, e a sedução é lenta e penosa, joque todas as suas armas numa estratégia ousada. Vá para o tudo ou nada. Avance sempre, avance, toque de forma gradualmente mais ousada, conquiste os territórios gradualmente, até que ela se renda ou se retire.

  • "Aquele que é prudente e espera por um inimigo imprudente será vitorioso." 
Esteja atento a qualquer oportunidade, gancho, deixa, vulnerabilidade, assunto. Espere o momento certo para investir, quando houver uma brecha, um motivo, uma razão, um pretexto. Avance quando percebe que ela merece, quando ela faz jus ao seu interesse. 
  • "Se numericamente és mais fraco, procura a retirada."
Somente se há sinais explícitos e fundamentados de rejeição e desinteresse, é possível recuar e se retirar. No mais, a regra é avançar sempre.

  • "É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo."
Ela é fria e coquete? Seja  o prêmio. Ela é casada? Você tem um harém de esposas. Ela é indiferente? Seja ousado. Relacione qualquer coisa que ela disser ou fizer a algo que te beneficie, que te acrescente valor, ou a uma história que viveu. Se ela é arrogante, aja como se ela fosse uma menina de 7 anos. Se ela é fria, use o humor. Se ela permanece lá, falando com você, apesar de atacar ou ser ríspida, você está ganhando o jogo.
  • "É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo. Obter uma centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade."
Afinal, não é uma luta de que se trata, na verdade. É uma dança. Nem ela é o inimigo. Ela quer transar tanto quanto você, tem tesão e atração. Todo comportamento tem uma intenção positiva. Por trás da animosidade e resistência dela, perceba o que ela tem de positivo. Não resista, não discuta, ria, leve na brincadeira. Não se defenda, não coloque o ego no jogo.
  • "Quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele. Caso contrário, ele lutará até a morte." 
Você quer deixar espaços de fuga. Não quer sufocá-la. Ela tem que demonstrar interesse e fazer por merecer estar ali. Ela tem que se qualificar. Você é o prêmio a ser conquistado, não ela. Se ela não merece, ou se não se mostra interessada, não se retire, mas deixe-a ir.

  • "Um grande general não é arrastado ao combate. Ao contrário, sabe impô-lo ao inimigo."
Lute como se não estivesse lutando. Que não pareça que está se esforçando, ou calculando, ou planejando. Tudo deve parecer imprevisto, natural, surpreendente, e espontâneo.
  • "A vantagem estratégica desenvolvida por bons guerreiros é como o movimento de uma pedra redonda, rolando por uma montanha de 300 metros de altura. A força necessária é insignificante; o resultado, espetacular." 
Seja um bom guerreiro, desenvolva seu jogo interno e se aprimore pela experiência. Só há uma forma de aprender a nadar: na água.

Entre para o Clube da Luta... a saga

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não o inimigo, para cada vitória conquistada, você também sofrerá uma derrota.
(Sun Tzu - A arte da guerra)

Domine o jogo interno, e ganhará o jogo.
Aqui continua a saga dos exercícios do Secrets of Alpha Man.
Será uma longa jornada rumo à evolução de um homem dominante e natural rumo ao desconhecido da plenitude do que pode se tornar.
Não existe isso de descobrir o homem que eu sou. Não é uma questão de lembrar. É uma questão de criar. É necessário esculpir, na pedra bruta do que sou, quem eu quero ser. É uma jornada infinita de engenharia pessoal. É uma arte nobre, dolorosa e incansável.
Estou intimamente convencido de que um jogo interno forte é determinante para a vitória.Um jogo interno forte associado com um jogo natural e fluido, ao estilo do Jeet Kune Do do Bruce Lee, é o meu caminho, o Tao.

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